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04
Abr
16

Finalmente chegou o prazo para entrega do IRS e tentar receber, mesmo que seja pouco, o que o estado nos levou...

irs 2015.png Ao longo do ano passado fui conferindo as despesas para custar menos este ano, os prazos para conferir tudo e reclamar já foram ultrapassados, por isso as despesas que agora estão no site são as que contam.

Este ano, relativo a 2015, ainda podem optar por utilizar as despesas do e-fatura ou inserir todas as vossas despesas manualmente.

No próximo ano não haverá essa opção, por isso o melhor é ir conferindo as despesas ao longo do ano.

Por cá, esperávamos receber um valor mais próximo da totalidade que pagámos, mas ficou muito aquém das expectativas, esperamos que no próximo ano hajam mais vantagens 

Aqui ficam algumas dicas para o preenchimento e envio do IRS:

- Se normalmente preferem fazer logo no site, alerto para que não o conseguiram se normalmente usarem o Google Chrome (podem ver o aviso no site).

- Eu pessoalmente prefiro descarregar a aplicação, sempre o fiz, peço a declaração com o pré-preenchimento, confirmo os dados, os rendimentos, as despesas, coloco um NIF de uma associação da minha cidade, para consignação do IRS, uma ajuda sem qualquer custo para nós, podem ver no site das finanças as instituições abrangidas, faço simulação e envio.

- Este ano podem optar por oferecer também o valor relativo à dedução de 15% do IVA de faturas de reparação automóvel, cabeleireiros e despesas com restaurantes e hotelaria, mas neste caso já não recebem esse valor.

- No preenchimento, este ano existem pequenas alterações que é importante ter atenção:

1. Este ano em caso de serem casados ou unidos de facto, têm que decidir se querem a tributação conjunta (com todos os NIFs do agregado familiar, incluindo filhos) ou se preferem a tributação separada. Poderão simular ambas as situações para verificarem a mais vantajosa, é importante simular porque podem estar a perder centenas de euros.

2. Para assumirem as deduções à coleta corretamente, não se podem esquecer de adicionar o Anexo H, em caso de terem encargos com imóveis (juros de empréstimo ou renda) não se esqueçam de preencher os dados do imóvel e o NIF do mutuante / locador no quadro 7 (será o NIF do banco ou do arrendatário, podem confirmar esse NIF nas despesas que aparecem no site das finanças).

3. As despesas de saúde, educação, encargos com imóveis ou lares não aparecem à vista, no entanto no quadro 6C do Anexo H poderão dizer se pretendem utilizar os dados do e-fatura - opção não (agora conseguem ver as despesas no site do IRS) ou inserir todas as despesas manualmente - opção sim (não se esqueçam que se optarem por inserir manualmente, só contaram as despesas que colocarem manualmente, assim terão que adicionar todas, mesmo as gerais familiares e guardar os documentos durante 4 anos).

4. No caso de optarem por inserir as despesas manualmente por considerarem que as que aparecem no site não estão corretas e não terem verificado essa situação dentro dos prazos devem ter atenção se não estão a cometer nenhum erro:

- As despesas de saúde que contam são apenas as com taxa de 6%, ou eventualmente com taxa de 23% desde que tenham receita médica (essa confirmação é solicitada no site e-fatura).

- As despesas de educação entram apenas sem IVA ou IVA a 6%, despesas com transportes públicos ou alojamento não entram.

- As despesas de rendas ou juros com imóveis, só são dedutíveis no caso de ser habitação permanente, se no contrato de arrendamento não tiver essa informação correta ou não tiverem a mesma morada regista no site das finanças não é considerado, se tiverem mais que um empréstimo de habitação só contará o da habitação permanente. Os juros dos empréstimos só contam relativos a contratos celebrados até 31/12/2011.

- As despesas com lares são apenas as despesas com lares de idosos ou instituições semelhantes de ascendentes que tenham a vosso encargo.

- No caso das despesas para a dedução de IVA, não devem tentar inserir faturas em categorias a que não correspondem, mesmo que possam alterar no site a categoria (incluindo por exemplo combustível e seguros de carros em manutenção automóvel), estão a errar e a enganar as finanças (não é solução, porque a multa pode custar bem caro, a entrega do IRS não é brincadeira).

- No caso de serem casados ou unidos de facto e optarem pela entrega em separado, alterando os valores pré-preenchidos, devem inserir a totalidade das despesas de cada um e também a totalidade das despesas dos dependentes (e não metade).

5. Certamente que também já se perguntaram onde estão as depesas gerais familiares e a dedução dos 15% do IVA, essas despesas não as vêm no Anexo H mas são contabilizadas, aliás ao fazerem a simulação já aparecem descontadas, caso optem por utilizar os valores do e-fatura, se não terão que inserir todas manualmente.

Para confirmar que estão a ser bem contabilizadas basta somarem os valores do E-fatura (agora Portal das Finanças) e verificar se o valor das deduções à coleta é igual, pode ser superior em caso de terem dependentes, ascendentes ou outras situações, podem ver neste ficheiro as deduções em cada situação.

publicado por Rosa Cristiana* às 12:26
31
Mar
16

certificacaoenergetica.jpg

 

Calculo que até mesmo os mais ricos gostem de poupar, apesar de não perderem muito tempo a fazer contas à vida. Por isso, para bem de todas as famílias e respetivas carteiras, reuni algumas dicas que até podem parecer insignificantes mas que podem, efetivamente, ajudar a poupar na conta de eletricidade. A primeira tem a ver com a certificação energética. Já tem o certificado?

É que ao mandar fazer a certificação energética da sua habitação terá não só acesso à avaliação da eficácia energética atual, como também a medidas de melhoria para reduzir o consumo, fornecidas por peritos especializados. Neste caso seria uma vantagem para identificar gastos e descobrir o há de errado na sua casa, potenciando economias de 20 a 40%, que resultam numa clara redução de fatura.

 

Vejamos então dicas concretas:

 

  1. Escolha eletrodomésticos da classe A, A+ ou A++. O tipo de eletrodomésticos que escolhe para a sua casa é determinante na conta da eletricidade ao final de cada mês, contribuindo inclusivamente para a eficácia avaliada na certificação energética. Opte pelos que têm etiqueta energética da classe A, A+ ou A++, pois o consumo de energia é bastante inferior em relação aos modelos de classes mais baixas.
  2. Utilize as tarifas bi-horárias. Paga quase metade do preço normal se utilizar os eletrodomésticos nas horas do vazio, regra geral, entre as 22 e as 8 horas.
  3. Não deixe os seus aparelhos em stand-by. Para poupar na conta da eletricidade é fundamental desligar completamente televisões, computadores, DVDs, carregadores de telemóveis, etc., pois o consumo em stand-by não é assim tão baixo como pensa.
  4. Troque as lâmpadas incandescentes e de halogénio. Opte pelas economizadoras, que reduzem até 80% o consumo de energia elétrica em iluminação, aumentando a eficácia que é avaliada na certificação energética e podendo poupar até 2,1% no consumo de eletricidade.
  5. Apague as luzes. Evite deixar luzes acesas em espaços que não está a utilizar ou em espaços vazios.
  6. Veja se tem lâmpadas limpas. Verifique a limpeza do sistema de iluminação, pois uma lâmpada limpa é mais luminosa e eficiente.
  7. Modere o aquecimento. Não aqueça a casa mais do que o necessário. Se descer dois graus na temperatura habitual não vai notar grande diferença e permitirá poupar na conta da eletricidade. Procure também ver como está o isolamento térmico da casa. Neste caso, os peritos da certificação energética poderão ser uma grande ajuda.
  8. Tenha atenção ao frigorífico. É certo que o frigorífico tem de estar sempre ligado, mas se o colocar junto a uma fonte de calor ou num local exposto ao sol vai estar a aumentar o consumo energético. Assim, coloque-o num local fresco e ventilado, ajuste o termostato entre os 4 e os 7 graus no compartimento do frigorífico e -18ºC no congelador, deixando os alimentos arrefecer antes de os colocar no seu interior. Descongele-o também regularmente, antes que a camada de gelo atinja os 3 milímetros de espessura, pois o gelo também aumenta o consumo. Mais uma vez escolha os frigoríficos da classe A, A+ ou A++, que permitem poupar até 60% de energia.
  9. Utilize programas económicos das máquinas de lavar. No que diz respeito à loiça, use o programa normal apenas quando a loiça está muito suja, optando sempre que possível pelos programas económicos (50ºC a 55ºC). Tenha a mesma filosofia para a roupa: as máquinas hoje em dia já lavam bem a temperaturas baixas. Espere também até ter roupa para encher uma máquina.
  10. Controle o uso do forno elétrico. Os fornos hoje em dia raramente precisam de pré-aquecimento, pois já aquecem rápido. Utilize a função grill só quando for absolutamente necessário, pois consomem até duas vezes mais, cozinhe em recipientes apropriados, feche bem a porta, aproveite ao máximo a capacidade cozinhando o maior número de alimentos possível de uma só vez e desligue o forno cerca de 5 minutos antes das refeições mais demoradas estarem terminadas.

Foto de livre utilização (pixbay)

publicado por Rosa Cristiana* às 08:56
21
Mar
16

contadoreselectricos-tile_.jpg

 

Foi mesmo por acaso que encontrei estas listas onde constam todos os contratos que terão cauções a receber.

Vi uma informação onde indicava que o prazo para os pedidos de devolução de cauções de eletricidade, gás canalizado e água tinha sido prorrogado até 31 de Julho de 2016, assim decidi procurar mais informações sobre o assunto, pois pensei que os meus sogros pudessem ter pago essa caução, mas não tínhamos o número de contrato.

Foi nessa altura que descobri estas informações no site da EDP e da GALP, por falta de tempo não as partilhei logo, mas ainda vou a tempo.

Não sabem do que se trata?

Em contratos de eletricidade, água e gás canalizado celebrados antes de 1999 eram exigidas cauções. Algumas foram devolvidas através da dedução da caução na fatura ou da devolução através do NIB, para quem tinha pagamento por débito direto, mas muitas delas ainda não foram devolvidas aos consumidores.

Existem cerca de 18 milhões de euros em cauções que estão por devolver aos clientes, essas cauções tem que ser solicitadas à Direcção Geral do Consumidor para poderem ser recebidas, assim verifiquem se não tem nenhum contrato mencionado nas listas abaixo.

Nos links abaixo encontram as listas com os números de contrato que tenham cauções a receber, aparece o nome e o número do contrato, por uma questão de privacidade não aparecem os números de contribuinte.

Lista de contratos de eletricidade EDP

Lista de contratos de gás canalizado EDP

Lista de contratos de gás canalizado Galp

No caso das cauções de água, devem consultar a vossa autarquia para saber a lista dos contratos que têm cauções por devolver.

Se não tiverem o número de contrato por já ser muito antigo, entrem em contacto com a empresa ou autarquia com quem tinham contrato e peçam o número de todos os contratos que estiveram em nome da pessoa em questão, podem necessitar da morada a que se refere o contrato, por isso reúnam o maior número de dados possível, tendo o número do contrato é mais fácil pesquisar na lista e saber se terão direito a receber alguma caução.

Importante:

- Só receberá caução quem a tiver pago e não lhe tiver sido restituída o valor restituído é exatamente o valor pago, se pagaram 1000$, agora só receberão 5€, no entanto tem havido casos de pessoas que já receberam 500€ ou mais de caução, tudo depende do valor que foi pago aquando da celebração do contrato.

- Seja o valor que for é vosso e têm o direito de o receber

- Se já fizeram o pedido de devolução das cauções e o vosso nome e contrato aparecem na lista, não precisam de o fazer novamente, serão contactados pela DGC.

- Se o vosso nome e número de contrato aparece na lista devem pedir ao fornecedor em questão a respetiva declaração comprovativa do direito à devolução da caução e depois enviar o pedido para a Direcção Geral do Consumidor acompanhada dos vossos dados e NIB para devolução do valor, podem obter mais informações aqui, aqui e aqui.

- Se o vosso nome não aparece na lista, não vale a pena pedir a devolução da caução pois não terão nada a receber, ou não pagaram caução ou já a receberam anteriormente

Partilhem a informação, o vosso nome pode não constar nas listas, mas pode constar de vizinhos, amigos ou conhecidos, partilhem para chegar ao maior número de pessoas e se conhecerem as pessoas ou empresas cujo nome aparece nas listas façam-lhe chegar esta informação para que o maior número de pessoas possível possa receber a sua caução, como já referi o valor pode ser superior a 500€.

publicado por Rosa Cristiana* às 11:01
13
Mai
15

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 Muitas pessoas não conhecem a isenção de IMI por baixo rendimentos, que pode ajudar muitas famílias com baixos rendimentos, pois os valores de IMI são bastante altos e agora também já não existe a cláusula de não aumentar mais de 75€ de ano para ano.

Por isso se tiverem rendimentos anuais inferiores a 15 295 euros e habitação própria, com com valor patrimonial tributário abaixo dos 66 500 euros, podem requerer a isenção junto das Finanças até 30 de Junho.

Podem fazer o pedido no Portal das Finanças, utilizando as senhas de acesso, ou em qualquer repartição das finanças.

Não se esqueçam que podem ainda pedir isenção aquando da aquisição ou herança de um imóvel de habitação permanente, que deve ser pedida até 60 dias após a aquisição, e dependendo do valor do imóvel pode ir até 6 anos, por isso se estão a pensar comprar casa ou compraram à pouco tempo aproveitem.

Há no entanto uma questão que ainda tenho e que gostaria de ver esclarecida mas ainda não consegui obter resposta.

Uma pessoa ou agregado familiar que tenha usufruido da isenção aquando da aquisição do imóvel, poderá agora usufruir da isenção por baixos rendimentos?

Alguém que passou por essa situação e saiba responder?

publicado por Rosa Cristiana* às 09:49
05
Mai
15

As contas da electricidade e do gás são um valor bastante elevado no orçamento familiar de muitas famílias, por aqui já tenho dado várias dicas para reduzir as contas da electricidade ou do gás, no entanto os valores mantém-se sempre alto para famílias em que o rendimento é muito baixo.

Após ouvir várias vezes publicidade sobre a Tarifa Social de Energia decidi perceber afinal quem são as pessoas que estão abrangidas por esta tarifa e podem obter um desconto na factura da electricidade ou do gás.

Para obter a Tarifa Social de Electricidade, devem reunir as seguintes condições:

Ser beneficiário de uma das seguintes prestações sociais:

  • Complemento solidário para idosos

  • Rendimento social de inserção

  • Subsídio social de desemprego

  • Abono de família

  • Pensão social de invalidez

  • Pensão social de velhice

E/Ou ter um rendimento igual ou inferior ao anual máximo elegível, que é calculado tendo em conta todos os coabitantes do agregado familiar, conforme tabela abaixo:

tabela.png

 

É também necessário ter um contrato de fornecimento em seu nome, destinado exclusivamente a uso doméstico em habitação permanente e uma potência contratada inferior ou igual a 6,9 kVA.

 

Para obter a Tarifa Social de Gás, as condições diferem um pouco:

Ser beneficiário de uma das seguintes prestações sociais:

  • Complemento solidário para idosos

  • Rendimento social de inserção

  • Subsídio social de desemprego

  • 1.º Escalão do abono de família

  • Pensão social de invalidez

E ainda ter um contrato de fornecimento em seu nome, destinado exclusivamente a uso doméstico em habitação permanente e um consumo anual inferior ou igual a 500 m3

Estes consumidores poderão ainda fazer um pedido de um desconto extra, pedindo que lhes seja aplicado o Apoio Social Extraordinário ao Consumidor de Energia (ASECE).

Se se enquadrar nalguma destas condições, informe-se melhor no site Escolha a Sua Energia, ou no site do seu comercializador de gás ou electricidade, porque a tarifa só é atribuída mediante pedido do consumidor.

publicado por Rosa Cristiana* às 11:28
29
Abr
15

A semana passada foi dedicada a organizar a despensa e atualizar o inventário, felizmente não havia nenhum produto fora da validade, mas mesmo que houvesse não me fazia muita confusão porque sei que não é só a validade que indica que o produto está em condições de ser ou não consumido.

No entanto a questão das validades levou-me a um artigo que vi no outro dia, sobre os alimentos que podem ser consumidos depois do prazo de validade ainda bons para consumo, depois de fazer uma pesquisa encontrei quase meia dúzia com informações importantes.

Antes de mais, é importante distinguir duas expressões que normalmente se encontram nas embalagens dos produtos, "consumir de preferência antes de" e "consumir até":

O "consumir até" é a forma de impor uma data limite de consumo e aplica-se a produtos perecíveis, enquanto o "consumir de preferência antes de" significa a data de durabilidade mínima do produto.

Por desconhecimento destas expressões ou com receio de alguma intoxicação alimentar, muitas pessoas deitam produtos para o lixo que ainda estariam bons para consumir, de forma a combater o desperdício alimentar, a empresa Approved Food fez uma lista de alguns alimentos que podem ser consumidos depois do prazo de validade:

Pão: alimento muito consumido na dieta mediterrânica, é um desperdício deitá-lo fora. Quando está duro pode sempre ser aquecido no forno ou usado numas rabanadas, e desde que não tenha muito bolor pode sempre ser aproveitado. (Eu acrescento: pode ser congelado durante alguns meses, pode ser utilizado para fazer pão ralado, ou outros aproveitamentos, como pudim de pão, ou açorda).

Iogurte: depois da atingir a validade, pode durar mais seis semanas. Depois disso é possível ingerir a parte do iogurte que fica por baixo na embalagem. (Aconselho a verificarem se existe diferença na consistência ou sabor, já consumi no máximo com uma semana depois da validade).

Chocolate:  este alimento proveniente do cacau, sofre diversas modificações até chegar a casa do cliente. Uma delas é a introdução de manteigas e açúcares que ajudam a preservá-lo, durante algum tempo depois de ultrapassada a data de validade.

Ovos: um bom teste para comprovar se esta fonte de proteínas está ou não boa para consumo é colocá-los numa bacia com água. Se o ovo flutuar significa que está a acumular bactérias e gases no interior, se afundar é porque está em óptimo estado para consumir. (A minha dica da semana passada).

Arroz: depois de meses, e até anos, este cereal continua ainda bom para consumo. (Acrescento a massa, desde que não tenha nenhuma indícios de bichos ou aspecto esquisito está boa, mesmo depois de passado o prazo de validade).

Batatas fritas: cerca de 10 tiras de batata frita caseira tem aproximadamente 171mg de sal, valor que aumenta significativamente quando são batatas embaladas. O sal ajuda na conservação do produto.

Ketchup: dura mais um ano após a data inscrita na embalagem, quando guardado num local seco e fresco. (e desde que não tenha sido aberto).

Frutas e vegetais: o senso comum pode ser aplicado também às frutas e vegetais. Se não está podre nem muito mole está bom para ser ingerido (apesar de ter um prazo de validade bastante mais curto, as frutas podem ser congeladas para serem usadas posteriormente e gelados ou batidos, e os legumes em sopas ou purés).

Outros produtos que podem ser consumidos depois do prazo de validade, segundo o consultor alimentar Hugo Vieira:

Conservas enlatadas: Apenas tem de manter este tipo de alimentos num local escuro e fresco. Pode guardá-los o dobro do tempo recomendado. (verificar sempre alterações de cheiro ou sabor ou empolamento das latas, nesse caso deitar fora).

Leite: Pode eventualmente ser consumido até alguns dias depois do prazo. Já no leite do dia a margem é menor e não convém ultrapassar o prazo indicado.

Alimentos congelados: Em geral podem ser conservados quase um ano a um ano e meio sem problemas, desde que sejam mantidos a menos de 18ºC, já que o frio impede o desenvolvimento de micro organismos. Em regra, quanto menos processado for o alimento mais tempo irá conservar-se sem alterações. Refeições prontas e gelados, por exemplo, têm mais elementos na composição o que os torna menos estáveis mas não perigosos. As gorduras poderão alterar-se e desenvolver-se algum sabor a ranço. Os alimentos congelados à saída da fábrica, sofrem uma congelação muito rápida que mantém os nutrientes intactos, e serão mais seguros do que os congelados em casa. Mas em qualquer caso, o elemento determinante é sempre a manutenção da cadeia de frio.

Farinha: Pode durar anos sem que se estrague. Poderá eventualmente haver alteração da propriedade das leveduras, o que faz com que se torne menos eficaz a levedar um bolo ou a fazer pão.

Leite em pó: Também dura bastante tempo desde que não apanhe humidade e esteja numa embalagem fechada. (acrescento achocolatados em

Café e chá: Duram anos, sobretudo se estiverem hermeticamente fechados. Como são confeccionados com água a ferver o perigo de contaminação também é menor. Se cheirarem a mofo, contudo, é preferível deitar fora.

Bolachas e tostas: Quando muito poderão ficar moles com o tempo, um sinal de migração de oxigénio para dentro da embalagem, mas em geral duram bastante tempo, especialmente se as embalagens não forem abertas (eu acrescento cereais, se forem simples também duram bastante tempo).

Carne fresca: Pode deixar passar um ou dois dias se mantiver a cadeia de frio intacta e não houver sinais de alteração. "No caso da carne picada não dê margem alguma. É que ao picar-se quebra-se a sua barreira biológica, o que facilita o desenvolvimento de bactérias e permite a proliferação de micro organismos". (penso que mesmo se aplica ao peixe, se forem congelados duram a validade aumenta para mais do dobro).

Produtos fumados: São mais estáveis porque a fumagem destrói grande parte dos microorganismos e o sal que contêm também actua como conservante. Se vieram embalados em vácuo conservam-se bastante tempo e podem ser consumidos eventualmente algumas semanas depois do prazo sem risco.

Segundo a minha experiência existem ainda outro produtos que duram bastante após o prazo de validade:

Frutos secos e leguminosas, se forem bem condicionados e não tiverem cheiro esquisito ou bicho estão bons para consumo.

Massa folhada, queijo ralado ou fatiado e produtos de charcutaria, desde que sejam congelados dentro do prazo de validade, duram alguns meses no congelador.

Especiairias e temperos, desde que bem condicionados e não apresentem cheiro nem consistência diferente.

Açúcar e sal, duram imensos anos, penso que nem referem prazo de validade.

 

Outras dicas importantes:

Se mora sozinho ou caso um determinado produto não tenha consumo alto pela família, opte por embalagens menores. Assim evita-se o desperdício.

Alguns alimentos, como queijo ralado, salsicha e milho em conserva, não devem ser mantidos na sua embalagem original. Para sua melhor conservação, o ideal é transferir o alimento para uma taça limpa com tampa. Neste caso, não esqueça de anotar o prazo de validade na taça.

Consumir alimentos fora do prazo de validade deve ser a excepção e não a regra, mas nem sempre o lixo terá de ser o destino final de um produto que pode estar em perfeitas condições, apesar de expirado. Em todo o caso, para consumi-lo em segurança há factos que convém saber:

publicado por Rosa Cristiana* às 12:40
16
Mai
14

Certamente já viram na televisão ou ouviram na rádio publicidade acerca deste site, Dar e Receber, promovido pela Cáritas e pela ENTRAJUDA tem como objectivo a partilha de bens e de tempo entre as pessoas e instituições, afinal todos temos algo para dar e receber.

 

Se temos um produto que faz falta a uma instituição e já nem precisamos, porque não oferecer, se temos tempo e disponibilidade e queremos ajudar como voluntários, vai ser mais fácil às instituições encontrarem alguém através desta plataforma.

 

Podem escolher pela área da vossa residência para saber se há alguma instituição que necessite da vossa ajuda, que sempre é mais fácil fazer entrega ou voluntariado.

 

 

É tão fácil ajudar, e se não têm nada que seja útil para doar, que tal verem o que as instituições pedem pequenas coisas que podem incluir no vosso orçamento e dar uma pequena ajuda, como material des escritório, brinquedos, produtos de limpeza entre outros e podemos até comprar alguns destes produtos com bons descontos :) 

 

Ajudar é agora ainda mais fácil.

publicado por Rosa Cristiana* às 11:22
17
Mar
14

Para quem prefere fazer o preenchimento do IRS e respectiva entrega em papel, já começou o prazo para o fazer, mas a entrega depende do tipo de rendimentos e da entrega ser em papel ou online:

 

Datas de entrega, rendimentos da Categoria A e H, trabalhadores por conta de outrém e pensões:

- Em papel: de 1 a 31 de Março

- Online: de 1 a 30 de Abril

 

Restantes categorias:

- Em papel: de 1 a 30 de Abril

- Online: 1 a 31 de Maio

 

Antes de fazerem o preenchimento do IRS, devem verificar se possuem todos os documentos necessários e organizar também os documentos relativos às deduções.

 

No caso de fazerem o preenchimento via internet, eu prefiro porque é mais fácil, rápido e com outras vantagens, como podem ver neste post, esta é a altura ideal para verificarem se têm os códigos de acesso ao portal das finanças e se estão a funcionar correctamente, caso contrário devem solicitar o envio dos códigos para casa, para que cheguem a tempo do preenchimento sem atrasos.

Optando pela entrega online, o melhor é preencher logo no ínicio, uma vez que no caso de terem reembolso serão dos primeiros a receber.

 

Não se esqueçam também de recordar vizinhos, familiares e amigos da obrigação de preencher o IRS para pensionistas, se tiverem mais dificuldade em preencher podemos sempre dar uma ajuda, é importante saberem que se recebem um valor acima de 4.014€ são obrigados a preencher o IRS, é algo que não custa nada e evita possíveis coimas no futuro.

 

Afinal, como eu costumo dizer, nunca ninguém ganhou nada a pagar coimas ou multas, por isso o melhor é cumprir sempre.

 

E se forem trabalhadores independentes, verifiquem o post acerca do anexo SS para saberem se são obrigados a preencher.

 

O preenchimento do IRS também é uma forma de algumas familias reaverem dinheiro que pagaram ao longo do ano, por isso é também uma forma de poupar :)

publicado por Rosa Cristiana* às 12:10
08
Out
13

Já por diversas vezes me têm questionado quando coloco o custo das receitas, se também já coloquei o valor do forno, normalmente não coloco uma vez que nem todos os fornos são iguais, pois as potências e tipos de forno podem variar bastante.

 

No entanto para esclarecer a média de gasto do forno, decidi fazer este post de quanto gasta o meu forno.

 

 

Fui verificar nas características e tem uma potência de 2100W.

 

Vou fazer as contas com base num bolo por exemplo, que demora cerca de 45 minutos a 180º. Estes 2100W é a potência máxima gasta pelo forno assim, é a potência que gasta estando ligado no máximo, ou seja nos 250º.

 

Penso que a forma mais correcta de fazer o custo de electricidade do forno será fazer uma equivalência de quantos watts gasta a 180º.

 

Assim, se a 250º graus consome 2100W, a 180º gasta 1512W numa hora.

 

Como na tarifa de electricidade o valor vem em kwh devemos dividir por 1000:

1512 / 1000 = 1,512 kwh

 

Multiplicando pela tarifa normal 0,139€ x 1,512kwh = 0,21€ é o gasto do forno numa hora a 180º

 

Como neste caso queremos o custo em 45 minutos, temos um custo de 0,16€ para fazer um bolo.

 

Como podem ver o forno não gasta assim tanto, tudo depende da potência do vosso forno.

 

Podem adaptar estas contas às vossas potências e tempo e assim saber melhor quanto gasta o forno a fazer determinadas receitas, bolos, assados, entre outros.

publicado por Rosa Cristiana* às 10:27
30
Mai
13

Já partilhei no facebook, mas para quem não tem facebook acho sempre importante partilhar.

 

Como o prazo está quase a terminar, a partilha nunca é demais, para que depois não tenham que pagar multas, que são bem altas.

 

Por isso partilhem com todos os amigos, familiares, conhecidos e não conhecidos que possam estar nesta situação.

 

Cito a notícia do Jornal Expresso

 

 

Milhares de contribuintes independentes não estão a entregar o Anexo SS, arriscando uma coima caso não o façam até sexta-feira, data limite para os trabalhadores por conta própria declararem o Imposto sobre o Rendimento das Pessoas singulares (IRS), apurou o Expresso.

A entrega é obrigatória para todos aqueles cujo rendimento provenha apenas de atividade independente e tem de ser efetuada através da Internet, juntamente com a declaração de IRS (Modelo 3), no entanto, o sistema de validação das Finanças não reporta qualquer falha por falta do Anexo SS.

Diversos contribuintes, incluindo advogados e técnicos oficiais de contas, alertados para a situação através das redes sociais, lamentaram ao Expresso que nas repartições de Finanças, onde procuraram esclarecimentos, tenham saído como entraram. "Isso é para a Segurança Social, não sabemos de nada", foi a resposta dada a quem perguntou.

Contactado pelo Expresso, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos disse que "existem nos serviços as ditas declarações, em formato papel, apenas para efeitos pedagógicos".

"A participação dos dados apenas pode ser feita por via digital, através do portal da Autoridade Tributária. Trata-se, assim, de uma operação que decorre para além das tarefas que incumbem aos serviços de finanças. Daí, talvez, a pouca sensibilidade de alguns serviços para a situação", acrescenta Paulo Ralha.

Uma coima de pelo menos 50 euros 

 

O bastonário da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas (OTOC) reconheceu ao Expresso que "muitas declarações podem ficar por entregar", mas quem não o fizer "será contactado pela Segurança Social", que aplicará a coima entre 50 e 250 euros (contra-ordenação leve). Segundo Domingos Azevedo "este anexo não interessa nada ao fisco", que apenas enviará a informação recolhida à Segurança Social.

O bastonário da OTOC lembra ainda que esta obrigação decorre da alteração do Código Contributivo para a Segurança Social. Até 2011 o contribuinte optava por um escalão, mas agora o enquadramento é feito em função dos seus lucros.

Domingos Azevedo dá um exemplo: "Imagine que em 2012 alguém vendeu 100 mil euros. No caso de um contribuinte sem contabilidade organizada a matéria coletável (lucro) será 20% desse valor, ou seja, 20 mil euros. Esse montante será depois dividido em duodécimos, o que dá 1666,66 euros, e novamente dividida pelo Indexante de Apoios Sociais (IAS) que é de 419,22 euros o que dá 3,9. Este contribuinte será enquadrado no 4.º escalão, devendo uma contribuição mensal de 310,22 euros".

Empresas na mira da Segurança Social

 

Mas o Anexo SS não pretende apenas determinar o valor das contribuições dos trabalhadores. Explica a Segurança Social no seu site que se destina "à identificação das entidades contratantes e respetiva obrigação contributiva".

Com efeito, ao identificar as entidades para as quais cada independente trabalhou, a Segurança Social consegue perceber se mais de 80% das prestações de serviços ou vendas foram para uma única entidade e, sempre que assim seja, aplicar a esse contratante uma taxa de 5%. Em 2011, encontravam-se cerca de 60 mil profissionais nessa situação.

Não estão obrigados a identificar as empresas ou empresários em nome individual a quem prestaram serviços em 2012, os advogados (porque têm a sua própria caixa), os contribuintes que estejam a trabalhar temporariamente em Portugal por conta própria mas continuem a descontar para um sistema de segurança social noutro país, e todos aqueles cuja atividade só possa ser desempenhada como independente, a saber, notários, amas, agentes de seguros, agentes imobiliários, entre outros.

No entanto, todos aqueles que exerçam uma atividade temporária no estrangeiro mas continuem abrangidas pela Segurança Social portuguesa, devem preencher o Anexo SS.

"Perfeita imbecilidade"

 

Para o fiscalista Tiago Caiado Guerreiro tudo isto não passa de uma "perfeita imbecilidade" que "aumenta a burocratização a níveis enlouquecedores", sinal evidente de um "desprezo total pelos contribuintes".

"Como a Portaria [n.º 103/2013] que aprova este anexo só foi publicada a 11 de março não tiveram tempo para preparar o sistema informático. Foi tudo feito em cima do joelho", afirma Caiado Guerreiro.

Na opinião deste especialista em Direito Fiscal, "são aqueles pequenos poderes, muito retorcidos, que dizem que o objetivo é evitar a fraude, mas na verdade só servem para justificar os cargos de quem toma estas decisões".

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/o-misterioso-anexo-ss-que-as-financas-nao-explicam=f810137#ixzz2UlYEOHom

 

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publicado por Rosa Cristiana* às 10:11
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