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14
Out
15

Gosto muito da broa de milho e centeio que normalmente fazemos, mas pretendia fazer um pão diferente, mais parecido com o que habitualmente compramos na padaria.

Já tinha visto a receita do Artisan Bread à muito tempo no Pão, Bolos & Cia, mas faltava-me uma taça grande para o poder guardar no frigorífico.

Entretanto comprei a taça com capacidade de cerca de 5 litros e pus mão à obra.

Ingredientes:

- 1 colher (sopa) de fermento biológico seco (usei 15g de fermento fresco)
- 1 colher (sopa) de sal grosso
- 700ml de água
- 1kg de farinha de trigo T65

 

Modo de preparação:

Numa taça plástica com tampa, comprei uma com capacidade de 5 litros especialmente para isso. Com um pouco da água morna desfazer o fermento e o sal, acrescentar a restante água, adicionar a farinha e incorporar bem com a ajuda de uma colher de pau.

Deixar levedar fora do frigorífico tapado durante 2 horas, ou seja, à temperatura ambiente.

Passadas as duas horas a massa está pronta a ser usada ou então podem colocá-la no frigorífico onde a poderão manter por mais de uma semana (o máximo que mantive a massa foi uma semana, mas já existem relatos com mais tempo e fica boa à mesma, com o tempo fica apenas um pouco mais ácida)

Quando quiserem usar, basta polvilhar a massa com um pouco de farinha, puxar a quantida desejada e cortar com uma faca de serrilha.

Depois colocar numa superfície bastante enfarinhada, podem usar sêmola de milho ou farinha de milho (ou simplesmente trigo) e tende-se uma bola amassando o mínimo possível, rodando a massa e virando para baixo as bordas.
Colocar sobre a pedra enfarinhada ou numa pá de forno e deixar levedar 40min. destapado (eu coloquei diretamente num tabuleiro que levei ao forno porque ainda não tenho a base de terracota).

Pré-aquecer o forno cerca de 20min. antes, a 230ºC, com a base de terracota e o tabuleiro para a água.

Polvilhar o pão com farinha e com uma faca bem afiada fazendo uns golpes de decoração (cruz, xadrez, zebra).
Com uma espátula/pá grande levantar o pão e colocar a massa sobre a pedra e juntar 1 chávena de água quente ao tabuleiro quente (não fiz esta parte mas também ficaram bonitinhos).
Levar ao forno cerca de 30min. a 180-200ºC, até que esteja douradinho. 

Retirar e deixar arrefecer sobre uma grelha ou comer ainda quentinho com manteiga a derreter 

Custo: 0,50€ e deu para 4 pães bem grandinhos (tipo broa), feitos em alturas diferentes :)

Aqui podem ver como estava a massa ao final de 2 horas a levedar.

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E aqui estão os meus pães, na última já prontinhos para levar manteiguinha 

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Bom apetite :)

publicado por Rosa Cristiana* às 14:44
30
Set
15

Já tinha visto vários anúncios deste site, mas apesar de estar inscrita nunca liguei muito, até que na semana passada abri um e-mail que enviam diariamente e encontrei vários produtos que podiam interessar entrei nas vendas e achei os preços muito interessantes, por isso ponderei comprar.

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Mais contente fiquei quando vi que poderia ter também portes grátis pela primeira encomenda e decidi arriscar, assim fiz a primeira encomenda, em breve darei novidades do decorrer da encomenda :)

Para já tudo correu bem, existem vários métodos de pagamento como MB que achei muito útil pois muitos dos sites só aceitam cartões e crédito ou eventualmente Paypal.

Aproveitem também as promoções do Showroomprive.pt.

Há também uma nova promoção em que ganham 20€ em compras por amigo convidado, por isso aproveitem, apenas até 7 de Outubro.

P.S. Para terem oferta de portes na 1ª encomenda, coloquem o código BOLINHA ao fazer a encomenda.

publicado por Rosa Cristiana* às 08:14
04
Ago
15

Principalmente para quem tem crianças, a compra de gelados no verão é inevitável (a não ser que optem por fazer gelados caseiros, mas esse será um assunto para outro dia, pois ainda não consegui comprar as formas para fazer os benditos gelados, aqui é difícil encontrar) e pode ser uma conta muito alta no final das férias.

Por isso a minha dica de hoje passa por comprar os gelados nos super e hipermercados que ficam a cerca de 1/4 do preço dos cafés / padarias, pastelarias e são igualmente deliciosos quando não são melhores ainda.

Muitos de vocês já o fazem certamente, mas nunca é demais lembrar esta solução simples e bem poupadinha.

Mesmo que as férias sejam distantes de casa, podem comprar num supermercado próximo e guardar no congelador da casa alugada (ou hotel, caso disponha), quando não há simplesmente essa hipótese, podem sempre fazer uma vaquinha durante o ano para os gelados do verão (educar a poupar desde pequenos).

Pessoalmente considero os gelados mais deliciosos e mais económicos, os do LIDL e não serei a única a achar isso pela partilha da Revista Sábado como podem ver aqui e por várias opiniões que tenho visto.

Esta semana aparecem no folheto semanal vários gelados, que combinados com os vales de desconto da revista Mais do LIDL, que custa apenas 0,49€ ficam a um preço ainda mais convidativo por isso aqui fica a partilha para os mais distraídos :)

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Litle Ranger: 2,09€ - 1€ (vale de desconto) = 1,09€ ou seja menos de 0,10€ cada

Space Runners: 1,39€ - 0,80€ (vale de desconto) = 0,59€ ou seja menos de 0,06€ cada gelado

Mini Mix de Fruta: 2,85€ - 1€ (vale de desconto) = 1,85€ ou seja 0,15€ o gelado

Gelado Cone: 1,99€ - 0,50€ (vale de desconto) = 0,25€ cada um

E temos também o Classic e o Choco Crisp a 0,43€ e 0,45€ cada

Todos os gelados a menos de 0,50€ cada um, excelente preço não acham?

Boas poupanças :)

publicado por Rosa Cristiana* às 09:00
21
Jul
15

Bem toda a gente sabe fazer salada de fruta certo?

Por isso acho uma autêntica maluqueira estar aqui a publicar uma receita de salada de fruta, mas como esta foi diferente, decidi partilhar a minha experiência.

Normalmente fazemos salada de fruta utilizando as frutas em calda das quais também adicionamos a calda e depois juntamos pedaços de outras frutas, desta forma não precisamos de adicionar qualquer sumo, colocamos apenas um pouco de vinho do porto, quando não há crianças claro.

Mas desta vez tínhamos bastantes morangos oferecidos por uma vizinha e pêssegos madurinhos e deliciosos, tudo biológico, por isso não iríamos usar o sumo de lata, teríamos que arranjar algum outro molho para a nossa salada de fruta.

A solução passou por adicionar à salada sumo de laranja, também biológica, mas sem exagero para não saber em demasia, não adiciconámos açúcar porque já as frutas já eram doces.

E assim ficámos com uma salada de fruta 100% natural, a custo zero :)

Porque toda a fruta foi toda oferecida por vizinhos e familiares :) 

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E vocês já fizeram alguma experiência deste género?

 

publicado por Rosa Cristiana* às 09:35
26
Jun
15

Desde alguns meses para cá começámos a fazer o nosso próprio pão.

Optámos por fazer broa por ser mais prático, durar fresca durante mais tempo e porque assim não iríamos gastar luz pois seria cozido no forno a lenha, mas também poderão fazer no forno eléctrico.

Nunca tinha amassado broa, já tinha feito alguns folares da Páscoa, mas a broa tem outros segredos e até a consistência final fica um pouco diferente, por isso foi uma verdadeira aventura quando certo dia em conversa com uma vizinha pusemos a hipótese de fazer broa, já tínhamos farinha de trigo e de centeio, só faltava mesmo a de milho, cujo problema se resolveu moendo o milho que tínhamos em casa e peneirando. Normalmente a farinha usada pela vizinhança é de milho branco, mas como só tínhamos milho amarelo foi dessa que usámos e a experiência foi tão positiva que ainda se mantém a receita.

O próximo passo era arranjar uma receita, a que encontrei e me pareceu mais interessante foi esta, mas decidimos desde logo dobrar a receita, mais tarde fiz algumas alterações e achámos que ficou melhor, por isso a receita final é um pouco diferente:

Ingredientes:

2 kg de farinha de milho

2 kg de farinha de centeio

2 kg de farinha de trigo tipo 65

100g de sal

80g de fermento

cerca de 3 litros de água a ferver

cerca de meio litro de água morna

 

Modo de preparação:

O adequado seria usar uma masseira ou uma gamela de madeira para amassar o pão, mas como ainda não encontrámos nenhuma ao nosso gosto continuamos a amassar numa bacia grande de plástico e tem funcionado bem. Colocar apenas a farinha de milho e ir adicionando a água a ferver até envolver e escaldar toda a farinha, com a ajuda de uma colher de pau (cuidado para não se escaldarem, a água tem que estar mesmo a ferver), tapar com um pano e deixar repousar um pouco.

Misturar o sal numa chávena com água a ferver e dissolver bem. Noutra taça dissolver o fermento num pouco de água morna (ter atenção que água muito quente mata o fermento).

Juntar as outras farinhas à farinha de milho escaldada e misturar bem, abrimos um buraco no meio e adicionar a água do fermento e do sal que entretanto também já arrefeceu um pouco. Depois é só amassar bem até ficarem todas as farinhas incorporadas e ir adicionando água até a massa ficar a consistência correcta, fica sempre um pouco húmida e a agarrar nas mãos, quando estiver amassada, separar das paredes da bacia (gamela ou masseira), polvilhar com um pouco de farinha de trigo, batendo em toda a volta, para que a massa deixe de agarrar às mãos e desenhar uma cruz na massa (apesar de não sabermos a receita esta é uma tradição antiga e é sempre cumprida). Tapar com um pano e deixar levedar. A massa está pronta quando tiver "estalada" bastante. Não sei precisar o tempo, nós vamos dando uma olhadela de vez em quando e com o tempo quente leveda mais rápido.

Para levar ao forno também existem alguns segredos. Tiramos porções de massa com a ajuda de um prato  e colocamos numa taça redonda previamente polvilhada com farinha (usamos uma tendedeira de madeira) e tender a massa, ou seja, atiramos ao ar algumas vezes. Depois levamos ao forno, pode ser colocada uma couve por baixo, ou colocar sem nada (para isso o forno é bem limpo de cinza e brasas com um vassouro molhado feito de ramos de carqueja), repetir o processo até terminar a massa.

Deixamos no forno cerca de meia hora até estarem cozidas. A maioria das vezes também optamos por fazer uma bôla com chouriço com sardinha, uma delícia.

Podem optar por fazer metade da receita e também pode ser cozido em forno eléctrico, pré-aquecido a 200ºC durante cerca de 35 minutos.

Tem ficado sempre muito bom e uma broa conserva-se durante cerca de uma semana sem ficar dura, agora no verão colocamos no congelador para que não se estrague e vamos tirando.

Em breve terei outras aventuras no mundo do pão caseiro.

Custo: Esta receita tem um custo de 3,00€ e rende entre 7 a 10 broas, depende do tamanho. Dá algum trabalho mas o resultado final é muito compensatório 

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Bom apetite :)

publicado por Rosa Cristiana* às 09:00
17
Jun
15

 Na minha opinião, uma das questões mais importantes para aprender a poupar é saber dar valor ao dinheiro.

Se tivermos sempre um pensamento em que o dinheiro não vale nada, será muito mais difícil poupar algum dinheiro ao final do mês, ou até mesmo reduzir drásticamente o orçamento familiar.

É importante saber dar valor ao dinheiro.

Vejam por exemplo:

Tomar o pequeno almoço no café diariamente, é só 1€, parece pouco, mas se o multiplicarmos por 30 dias já soma 30€ e se multiplicarmos pelos 365 dias do ano já obtivemos uma poupança de 365€.

É importante valorizar cada cêntimo, pois todos fazem a diferença, como eu costumo dizer muitos cêntimos fazem muitos euros e grão a grão enche a galinha o papo, conforme o ditado popular.

E muito importante também, não ter vergonha de poupar e saber dar valor ao dinheiro

publicado por Rosa Cristiana* às 11:49
27
Mai
15

Parece que este ano o Verão decidiu despertar mais cedo e com o calor também apetecem comidas mais leves e rápidas, por isso esta salada é mais uma refeição muito fácil de preparar e ideal para os dias mais quentes.

Ingredientes:

800g de grão de bico cozido (podem usar em frasco, eu cozi em casa)

3 postas de bacalhau

4 ovos

1 cebola

1 ramo de salsa

azeite, vinagre e sal q.b.

 

Modo de preparação:

Colocar um tacho com água a ferver, levar a cozer o bacalhau e os ovos temperados com o sal, ter em atenção se o bacalhau já estiver salgado.

Como já tinha o grão de bico cozido anteriormente na panela de pressão, depois de cozido basta apenas desfazer o bacalhau em lascas e descascar os ovos, picar a cebola e um ramo de salsa para uma tigela.

Servir o grão de bico com o bacalhau, os ovos partidos, polvilhar com a cebola e a salsa, temperar depois com um pouco de azeite e vinagre e está pronto a comer.

Esta receita deu para duas refeições de 2 pessoas.

Custo: Tive um custo de 1,60€, uma vez que cozi o grão de bico em casa, brevemente falarei da poupança que obtemos e os ovos eram caseiros, se tiverem que comprar os ovos ficará por: 2,20€.

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Bom apetite :)

publicado por Rosa Cristiana* às 08:26
13
Mai
15

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 Muitas pessoas não conhecem a isenção de IMI por baixo rendimentos, que pode ajudar muitas famílias com baixos rendimentos, pois os valores de IMI são bastante altos e agora também já não existe a cláusula de não aumentar mais de 75€ de ano para ano.

Por isso se tiverem rendimentos anuais inferiores a 15 295 euros e habitação própria, com com valor patrimonial tributário abaixo dos 66 500 euros, podem requerer a isenção junto das Finanças até 30 de Junho.

Podem fazer o pedido no Portal das Finanças, utilizando as senhas de acesso, ou em qualquer repartição das finanças.

Não se esqueçam que podem ainda pedir isenção aquando da aquisição ou herança de um imóvel de habitação permanente, que deve ser pedida até 60 dias após a aquisição, e dependendo do valor do imóvel pode ir até 6 anos, por isso se estão a pensar comprar casa ou compraram à pouco tempo aproveitem.

Há no entanto uma questão que ainda tenho e que gostaria de ver esclarecida mas ainda não consegui obter resposta.

Uma pessoa ou agregado familiar que tenha usufruido da isenção aquando da aquisição do imóvel, poderá agora usufruir da isenção por baixos rendimentos?

Alguém que passou por essa situação e saiba responder?

publicado por Rosa Cristiana* às 09:49
05
Mai
15

As contas da electricidade e do gás são um valor bastante elevado no orçamento familiar de muitas famílias, por aqui já tenho dado várias dicas para reduzir as contas da electricidade ou do gás, no entanto os valores mantém-se sempre alto para famílias em que o rendimento é muito baixo.

Após ouvir várias vezes publicidade sobre a Tarifa Social de Energia decidi perceber afinal quem são as pessoas que estão abrangidas por esta tarifa e podem obter um desconto na factura da electricidade ou do gás.

Para obter a Tarifa Social de Electricidade, devem reunir as seguintes condições:

Ser beneficiário de uma das seguintes prestações sociais:

  • Complemento solidário para idosos

  • Rendimento social de inserção

  • Subsídio social de desemprego

  • Abono de família

  • Pensão social de invalidez

  • Pensão social de velhice

E/Ou ter um rendimento igual ou inferior ao anual máximo elegível, que é calculado tendo em conta todos os coabitantes do agregado familiar, conforme tabela abaixo:

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É também necessário ter um contrato de fornecimento em seu nome, destinado exclusivamente a uso doméstico em habitação permanente e uma potência contratada inferior ou igual a 6,9 kVA.

 

Para obter a Tarifa Social de Gás, as condições diferem um pouco:

Ser beneficiário de uma das seguintes prestações sociais:

  • Complemento solidário para idosos

  • Rendimento social de inserção

  • Subsídio social de desemprego

  • 1.º Escalão do abono de família

  • Pensão social de invalidez

E ainda ter um contrato de fornecimento em seu nome, destinado exclusivamente a uso doméstico em habitação permanente e um consumo anual inferior ou igual a 500 m3

Estes consumidores poderão ainda fazer um pedido de um desconto extra, pedindo que lhes seja aplicado o Apoio Social Extraordinário ao Consumidor de Energia (ASECE).

Se se enquadrar nalguma destas condições, informe-se melhor no site Escolha a Sua Energia, ou no site do seu comercializador de gás ou electricidade, porque a tarifa só é atribuída mediante pedido do consumidor.

publicado por Rosa Cristiana* às 11:28
29
Abr
15

A semana passada foi dedicada a organizar a despensa e atualizar o inventário, felizmente não havia nenhum produto fora da validade, mas mesmo que houvesse não me fazia muita confusão porque sei que não é só a validade que indica que o produto está em condições de ser ou não consumido.

No entanto a questão das validades levou-me a um artigo que vi no outro dia, sobre os alimentos que podem ser consumidos depois do prazo de validade ainda bons para consumo, depois de fazer uma pesquisa encontrei quase meia dúzia com informações importantes.

Antes de mais, é importante distinguir duas expressões que normalmente se encontram nas embalagens dos produtos, "consumir de preferência antes de" e "consumir até":

O "consumir até" é a forma de impor uma data limite de consumo e aplica-se a produtos perecíveis, enquanto o "consumir de preferência antes de" significa a data de durabilidade mínima do produto.

Por desconhecimento destas expressões ou com receio de alguma intoxicação alimentar, muitas pessoas deitam produtos para o lixo que ainda estariam bons para consumir, de forma a combater o desperdício alimentar, a empresa Approved Food fez uma lista de alguns alimentos que podem ser consumidos depois do prazo de validade:

Pão: alimento muito consumido na dieta mediterrânica, é um desperdício deitá-lo fora. Quando está duro pode sempre ser aquecido no forno ou usado numas rabanadas, e desde que não tenha muito bolor pode sempre ser aproveitado. (Eu acrescento: pode ser congelado durante alguns meses, pode ser utilizado para fazer pão ralado, ou outros aproveitamentos, como pudim de pão, ou açorda).

Iogurte: depois da atingir a validade, pode durar mais seis semanas. Depois disso é possível ingerir a parte do iogurte que fica por baixo na embalagem. (Aconselho a verificarem se existe diferença na consistência ou sabor, já consumi no máximo com uma semana depois da validade).

Chocolate:  este alimento proveniente do cacau, sofre diversas modificações até chegar a casa do cliente. Uma delas é a introdução de manteigas e açúcares que ajudam a preservá-lo, durante algum tempo depois de ultrapassada a data de validade.

Ovos: um bom teste para comprovar se esta fonte de proteínas está ou não boa para consumo é colocá-los numa bacia com água. Se o ovo flutuar significa que está a acumular bactérias e gases no interior, se afundar é porque está em óptimo estado para consumir. (A minha dica da semana passada).

Arroz: depois de meses, e até anos, este cereal continua ainda bom para consumo. (Acrescento a massa, desde que não tenha nenhuma indícios de bichos ou aspecto esquisito está boa, mesmo depois de passado o prazo de validade).

Batatas fritas: cerca de 10 tiras de batata frita caseira tem aproximadamente 171mg de sal, valor que aumenta significativamente quando são batatas embaladas. O sal ajuda na conservação do produto.

Ketchup: dura mais um ano após a data inscrita na embalagem, quando guardado num local seco e fresco. (e desde que não tenha sido aberto).

Frutas e vegetais: o senso comum pode ser aplicado também às frutas e vegetais. Se não está podre nem muito mole está bom para ser ingerido (apesar de ter um prazo de validade bastante mais curto, as frutas podem ser congeladas para serem usadas posteriormente e gelados ou batidos, e os legumes em sopas ou purés).

Outros produtos que podem ser consumidos depois do prazo de validade, segundo o consultor alimentar Hugo Vieira:

Conservas enlatadas: Apenas tem de manter este tipo de alimentos num local escuro e fresco. Pode guardá-los o dobro do tempo recomendado. (verificar sempre alterações de cheiro ou sabor ou empolamento das latas, nesse caso deitar fora).

Leite: Pode eventualmente ser consumido até alguns dias depois do prazo. Já no leite do dia a margem é menor e não convém ultrapassar o prazo indicado.

Alimentos congelados: Em geral podem ser conservados quase um ano a um ano e meio sem problemas, desde que sejam mantidos a menos de 18ºC, já que o frio impede o desenvolvimento de micro organismos. Em regra, quanto menos processado for o alimento mais tempo irá conservar-se sem alterações. Refeições prontas e gelados, por exemplo, têm mais elementos na composição o que os torna menos estáveis mas não perigosos. As gorduras poderão alterar-se e desenvolver-se algum sabor a ranço. Os alimentos congelados à saída da fábrica, sofrem uma congelação muito rápida que mantém os nutrientes intactos, e serão mais seguros do que os congelados em casa. Mas em qualquer caso, o elemento determinante é sempre a manutenção da cadeia de frio.

Farinha: Pode durar anos sem que se estrague. Poderá eventualmente haver alteração da propriedade das leveduras, o que faz com que se torne menos eficaz a levedar um bolo ou a fazer pão.

Leite em pó: Também dura bastante tempo desde que não apanhe humidade e esteja numa embalagem fechada. (acrescento achocolatados em

Café e chá: Duram anos, sobretudo se estiverem hermeticamente fechados. Como são confeccionados com água a ferver o perigo de contaminação também é menor. Se cheirarem a mofo, contudo, é preferível deitar fora.

Bolachas e tostas: Quando muito poderão ficar moles com o tempo, um sinal de migração de oxigénio para dentro da embalagem, mas em geral duram bastante tempo, especialmente se as embalagens não forem abertas (eu acrescento cereais, se forem simples também duram bastante tempo).

Carne fresca: Pode deixar passar um ou dois dias se mantiver a cadeia de frio intacta e não houver sinais de alteração. "No caso da carne picada não dê margem alguma. É que ao picar-se quebra-se a sua barreira biológica, o que facilita o desenvolvimento de bactérias e permite a proliferação de micro organismos". (penso que mesmo se aplica ao peixe, se forem congelados duram a validade aumenta para mais do dobro).

Produtos fumados: São mais estáveis porque a fumagem destrói grande parte dos microorganismos e o sal que contêm também actua como conservante. Se vieram embalados em vácuo conservam-se bastante tempo e podem ser consumidos eventualmente algumas semanas depois do prazo sem risco.

Segundo a minha experiência existem ainda outro produtos que duram bastante após o prazo de validade:

Frutos secos e leguminosas, se forem bem condicionados e não tiverem cheiro esquisito ou bicho estão bons para consumo.

Massa folhada, queijo ralado ou fatiado e produtos de charcutaria, desde que sejam congelados dentro do prazo de validade, duram alguns meses no congelador.

Especiairias e temperos, desde que bem condicionados e não apresentem cheiro nem consistência diferente.

Açúcar e sal, duram imensos anos, penso que nem referem prazo de validade.

 

Outras dicas importantes:

Se mora sozinho ou caso um determinado produto não tenha consumo alto pela família, opte por embalagens menores. Assim evita-se o desperdício.

Alguns alimentos, como queijo ralado, salsicha e milho em conserva, não devem ser mantidos na sua embalagem original. Para sua melhor conservação, o ideal é transferir o alimento para uma taça limpa com tampa. Neste caso, não esqueça de anotar o prazo de validade na taça.

Consumir alimentos fora do prazo de validade deve ser a excepção e não a regra, mas nem sempre o lixo terá de ser o destino final de um produto que pode estar em perfeitas condições, apesar de expirado. Em todo o caso, para consumi-lo em segurança há factos que convém saber:

publicado por Rosa Cristiana* às 12:40
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